quinta-feira, abril 19, 2007

A Liberdade !!!

Existem nobres valores que são aceites e aclamados
Mas que na penumbra vivem no puro despotismo
O Homem a eles apela e insiste que são louvados
Mas no seu âmago amarra-os no falso moralismo!

A Liberdade é desses valores o maior ensinamento
Pois todos somos Livres sem realmente o Ser
A História recente ditou o seu perpétuo intento
Mas os seres que a fazem teimam em a escarnecer!

E ser Livre, no coração da Loba, é ter asas para voar
É Sonhar acordada e compor os Sonhos na vida real
É querer, poder e ter o que à sua Alma faz cantar
Porque o que a Loba Deseja é da Liberdade o seu Ideal!

A Liberdade só é munida de um freio que se deve honrar
E que a Loba reverencia em cada um dos seus passos
A nossa Liberdade cessa onde se enceta a do outro Par
Sendo esse o espírito de quem é Livre sem embaraços!

Ser Livre é no seu Corpo poder livremente tocar
Sem que o preconceito e o próximo a intimide
Ser Livre é no seu Corpo apetecer e poder abraçar
Os braços, as mãos e o cheiro de quem ele convide!

Ser Livre é pensar livremente sem que o reprimam
É no pensamento não existirem indesejadas prisões
É acreditar que as duras grades jamais o confinam
É viver no “seu Mundo” sem receio de reprovações!

Esta Liberdade ainda que por todos celebrada é oprimida
Por tabus e falsos idealismos constantemente encobertos
A Loba Poeta, a tais dissimulações, não concede guarida
E contra elas e contra tudo crê nos seus aguados desertos!


Ser Livre é dar e não esperar porque se dá livremente
Ser Livre é receber e sabiamente saber agradecer
Ser Livre é trocar, partilhar e adorar eruditamente
É na Liberdade acreditar e cantá-la para a enaltecer!

A Liberdade é da Loba um idolatrado e amado altar
No qual se ajoelha e lhe pede que nunca a esqueça
Sem Ela a vida perde o sentido que a faz afiançar
Que o seu Doce Sonho é real ainda que o não pareça!


O que é verdade para a Loba acha no Lince reflexo
Pois a Liberdade é uma realidade neles cruzada
São Livres no Desejo, no Prazer e no Culto do sexo
E no seu Mundo a Liberdade nunca é amordaçada
!


Escrevi… Sinto… É para Ti
A Tua Loba

terça-feira, abril 17, 2007

A Marca !!!

A Loba determinou na sua Hora volvida Poesia
Que a sua vida naquele momento mudaria
Assim seria porque de tal Poema fez Profecia
E a tais palavras implorou a sua nova filosofia!

Quis que a mudança no seu corpo principiasse
Com uma velha paixão que nela era presente
No fundo das suas costas nasceu um belo passe
Que ditou o início da sua aventura ardente!

A Loba embalada pelo seu espírito irreverente
Cometeu a primeira das suas muitas ousadias
No seu corpo desenhou-se uma Marca quente
Que na sua pele nasceu para lá viver todos os dias!

Naquele dia a Loba sentiu-se uma Mulher diferente
Porque já nada seria como até aquele momento
O seu Corpo era agora possuidor de uma confidente
Que eternamente partilharia o seu aprazimento!

A sua íntima e recente Marca parece nativa nela
Pois tornam-se cúmplices em cada olhar que trocam
São irreversível e docemente uma da outra parcela
E viverão apegadas todos os desafios que as esperam!

Poderá parecer impossível mas não o é seguramente
A empatia criada entre a Loba e a sua Marca de eleição
Desde que coabitam o mesmo corpo e a mesma mente
Andam numa perpétua, louca e constante excitação!

Na génese desta Ansiada Marca a Loba não estava sozinha
Pois era um Sonho que queria repartir com a sua Inspiração
O Seu Lince, como sempre, deu a mão à Sua Lobinha
E juntos viveram o Seu momento com carinhosa dedicação!


E como a loba principiou a poesia que ora termina
Esta adorada Marca é o início de uma nova era
Só o Lince sabe o que ao espírito da Loba fascina
Só com ele encetará o audaz repto que os espera!


Escrevi… Sinto… É para Ti
A Tua Loba

quinta-feira, abril 12, 2007

A "Pura" Loucura !!!

Quando dois corpos partilham sem rédeas o Ideal da Loucura
Não existem limites para a busca de atrevidos desatinos
Só assim acontece quando a Loucura é realmente Pura
E nada entrava os seus mais ocultos e ousados hinos!

E se a Loucura atravessa os Corpos e toca as suas Almas
Então os desejados desvarios são cumpridas promessas
Tudo é possível para aqueles que à Loucura batem palmas
E o que desejam querem que se consume com pressas!

É que isto de ser Louco reflecte da moeda as duas faces
E saber viver com os dois Lados é uma alucinada Destreza
Se calha “coroa” a Loucura proclama os seus disfarces
Se na sorte calha “cara” os Corpos correm na sua certeza!

O Lince e a Loba em nome da sua Irreverente Loucura
Não param de desafiar o que de mais alienado existe
Para eles incitar os seus marcos é a perpetua Procura
E sempre que Um descobrem de novo a Busca persiste!

Os Dois Corpos querem de outros Corpos os Segredos
Os seus Espíritos vagueiam pela incessante Equidade
Juntos afrontam os novos costumes sem falsos medos
A Loucura concede-lhes prazeres sem rosto nem idade!

O almejado secretismo que envolve a sua nova Loucura
É a fascinação que do Lince e da Loba agora se apodera
Passo a Passo vão destapando o seu véu com brandura
Pois o que anseiam é para ser vivido numa serena quimera!

Quando se vive a vida assim com trejeitos de insensatez
Todas as aventuras são escassas para tão audaz Paixão
O Lince e a sua Loba desenham os seus lances com avidez
E cada instante que dele retratam é a genuína excitação!

É esta Loucura desmedida, cativante e tentadora
Que estimula as fantasias mais audazes e sensuais
A Vida vivida com aquela Loucura é prometedora
E é nela que o Lince e a Loba buscam novos rituais!

E agora, Meu Lince, a sua Loba lança-lhe uma doce provocação
Pois a nossa Loucura isso e muito, muito mais lhe consente
Onde lê “Pura” Loucura decifre a sua real e una interpretação
É que a sua Lobinha ama que desvende o que lhe vai na mente!


Escrevi... Sentimos... É para Nós
A Tua Loba

segunda-feira, abril 02, 2007

A Loba está Triste !!!

O dia, hoje, amanheceu frio, chuvoso e cinzento
Parecendo esquecer a doce primavera já nascida
Até o firmamento teima em reflectir o meu sofrimento
Pois nem ao céu a minha mágoa passou despercebida!

A Vida abona e arranca aquilo que mais prezamos
E para isso a nossa Alma devia estar acautelada
Mas no momento em que nos foge o que gostamos
O nosso espírito trai-nos sem dar-mos por nada!

O Sonho leva a crer que a Vida quando nos concede
É para sempre e nem nos lembramos do fim antedito
Mas a Vida ensina que quando Dá um dia o Pede
E contra isso não sobrevive o Sonho por nós escrito!

É triste perder, sem planear, o que me fazia feliz
E que durante “Uma Vida” me abarrotou de alegria
Dói admitir que partiu porque a Vida assim o quis
Mas no meu coração o seu Ser viverá noite e dia!

A Loba não se apraz com a máxima “A Vida é Assim”
Porque a sua natureza sensível a tal não a convence
A sua dedicação aos Seres que adora não tem fim
Por isso sofre e chora até que a crua realidade a vence!

O sofrimento da Loba só alcançará a paz desejada
Quando relembrar com saudade a vida que viu perder
Na Existência Humana somos amos de uma espada:
O conhecido e verdadeiro princípio “Recordar é Viver”!

Daqui a algum tempo, quando as lágrimas cederem
Do Ser que agora choro só evocarei o que foi bonito
O Vida e o tempo tiram mas curam as almas que ferem
E serão eles que farão com que a Loba dê o Grito!

Encontrei carinho, apoio, compreensão e doçura
No Meu Lince, a quem nesta poesia agradeço
Ele disse à Loba para Recordar este Ser com Ternura
E os seus afáveis Gestos e Palavras não têm preço!

Escrevi o que hoje sinto. Amanhã será outro Dia!

A Tua Loba