sexta-feira, maio 16, 2008

Era Uma Vez uma Estrela !!!

Era uma vez … uma estrela que se chamava Felicidade
E que no meio das suas pares vivia tímida e escondida
O seu sonho era entre elas resplandecer com vaidade
E tocar os corações de quem a desejava como à vida!

A sua utopia parecia alcançada instante após instante
Pois aqui e ali … ia acalentando o querer de alguém
Mas a estrela que vos conto era do seu nome distante
Porque para uns abençoar outros sofriam no seu além!

E assim ia vivendo a nossa estela … ora triste, ora feliz
Inconformada, porém, com a dualidade do seu poder
O ideal que a escoltava e que a denominava desde petiz
Deveria ser de todos sem a Felicidade ter que escolher!

A constelação em que saltitava para ao cosmos agradar
Reconhecia que o seu uno dom era um dos mais nobres
As suas irmãs a ela se uniram no encalço do seu sonhar
Juntas partiram em busca da ventura dos mais pobres!

Uma sublevação de flores se desenhou no céu estrelado
E as soldaditas da Felicidade marchavam serenamente
O firmamento negro encheu-se de um querer cintilado
E uma chuva de estrelas benzeu o mundo alegremente!

Depois daquele motim de paz chefiado pela Felicidade
Selou-se entre as estrelas um acordo sem fim predito
Todos os seres seriam louvados pela sua fraternidade
E ser feliz converteu-se no mote de um sonho erudito!

Quando à noite adormeceram exaustas da doce rebelião
A Felicidade abriu os olhos … e perante si só prometeu
“Todos os Seres serão filhos do meu admirável condão”
E o seu cognome deixaria, eternamente, de ser só seu!

E esta Loba que vos conta esta bonita e terna história
Também desfrutou da tal noite de estrelas cadentes
Acordou com uma voz que lhe habitou a memória
Ciciando-lhe “A Felicidade é daqueles que são crentes"


"Sonhar não é Proibido"

sexta-feira, maio 02, 2008

Para Além da Loba !!!

Na minha pele de Loba me retrato, me perco e me invento
Sem desacatar que para além dela se detém uma Mulher
Nos uivos da Loba que encarno ouve-se uma voz de alento
Do corpo e da alma do Ser que nela diz e sente o que quer!

Para além da Loba existe alguém que nela se quis encerrar
Mas que nunca abandona o âmago do seu ente verdadeiro
Ela a criou para, sem grades, poder sorrir, chorar e aclamar
Sem que o mundo que a cerca fizesse o seu ser prisioneiro!

A Loba que nestas rimas … se desvenda e se dá a descobrir
É Mulher, Mãe, Amante, Poeta e ama todas as suas condições
De todas elas elegeu a que mais a faz agraciar o seu existir
Ser Mãe de um Menino eternamente dono das suas emoções!

A Loba Mulher foi a que primeiro nasceu e consentiu o demais
E ser Mulher concedeu-lhe dons que reverencia com adoração
A dádiva de num acto de prazer transformar beijos em cristais
Que no seu ventre geraram a Cria que ilumina o seu coração!

E uns tempos depois da Loba Mulher brotou a Loba Amante
E nesse papel reina o desejo amo do prazer do seu corpo refém
O altar onde idolatra tais sensações luz como um diamante
Foram elas que lhe permitiram a infindável paixão de ser Mãe!

Sempre que vislumbra fascinada o Doce Filho que de si floriu
A Loba Mãe quase esquece os outros papéis que a envolvem
A beleza da sua Cria acalenta o seu viver que para Ele surgiu
Mas é o seu Anjinho que não anui que tais dons se apaguem!

E foi esta Loba Mulher, Mãe e Amante que criou a Loba Poeta
Pois as palavras por si esgrimidas são o espelho de todas elas
Na poesia encontrou o refúgio e o amparo da sua vida secreta
Poder sentir, dizer, querer e viver sem o temor de hostis celas!